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Subimes são os campos na Primavera
De amarelo salpicados pelas flores
Amargas são as penas da paixão
Verdes, roxos os traços
dos dissabores no coração.
Pois que dos campos se roube a beleza
porque em mim sou chão inculto
impureza.
Relegada, inundadada pela dor
da incerteza e...
ironicamente senti-la já tanto faz!
Estou dormente, estou ausente...
Mais que a dor de não ser
É pensar que sou gente...
Querer perdoar, voltar a amar...
sem ser capaz.
por Sindarin



Paixão! Minha paixão
constante.
Derradeiro querer
perene instante.
Amor, meu profundo amor
oceano de cor
Vagas de força interior
razão de ser
Poesia, realidade
encanto e prazer
na juventude, na idade
Toque único, extrema emoção
querer, meu querer
Devoção!
Por Sindarin

Ai! Paixão que me matas
memorizo os caminhos
onde passas
E as passas de uva mirradas
são as penas
por ti sofridas, nas calçadas
da vida.
Ai! Paixão que me trazes
acorrentada, pela noite
e madrugada
em que sem dormir sonho contigo
Ai degredo, que de tanta dor
é karma
e castigo.
Ai! paixão da minha existência
vivo, sem viver
ando sem saber
em plena dormência.
Ai! que se pudesse meu amor
de ti apartar-me
Não te memorizava o percurso
não penava mais de elos presa
e as passas seriam uvas
redondas e doces
Mas se eu não penasse por ti
não seria digna,
não iria cega, embora dorida
onde tu fosses,
Não te pertenceria em vida
ou em morte.
Por Sindarin

Reconheço-te através do nevoeiro
quando a noite está cerrada
mesmo se a distância é muita
tenho a tua imagem gravada
Não me engano em nada!
Reconheço-te pelo cheiro
esse perfume que me chega
me deixa alvoroçada
completamente drogada
não confundo até de muitos rodeada
Reconheço-te pela voz
uma melodia encantada
mais perfeita que a mais bonita
ópera cantada
que a pauta mais inspirada
Guardei a tua imagem na cabeça
e não há nada que me impeça
de te adivinhar
de ter cheirar, ou ouvir
sem me enganar
De profundamente te amar!
Por Sindarin

Há laços de veludo que se dão
belos, macios.
E há os laços do coração
que sendo por vezes de cordel
são fortes, indestrutíveis, doces como mel.
Há pessoas que passam por nós
amáveis, supérfluas, não duradouras
E as outras que se atam, ficam, não nos deixam sós
Há laços vistosos de cetim.
Escorregadios, frios embora bonitos
e há os laços baços, verdadeiros, sem fim.
Fazem-se e desfazem-se vida fora
laços de prenda, de compromisso.
Muitos deles sem nexo ou com ele, omisso
Mas os laços rudes de uma corda grosseira
são confiáveis, são segurança
para a vida inteira.
Perto do mais rubro veludo e do mais exótico cetim
todos os laços que quero
são os que confio, me salvam no fim
Dão nós de felicidade e confiança
estão seguros, próximos
repletos de esperança.
Prefiro não ter tanta beleza
num laço
Mas ter a certeza
do seu enlaço.
Por Sindarin

Sinto-me em agonia
em fúria inquietante
porque te amo e preciso de ti
constantemente!
És como uma droga potente
de que estou dependente!
Esta fúria enlouquece
sentimento agoniante
Quero-te! E na pressa de te ter
fico cega, fico sôfrega
és um deleite...
Uma substância tranquilizante
saciedade e prazer.
Consumo-te como um cigarro
de que não sobra só cinza
porque renasço da chama,
que dele se solta
para que este amor não se extinga.
És um vício entranhado
um ritmo acelerado de música cubana
um passo de tango
um salto de elástico...pura adrenalina.
Se me consumir de te querer
não vejo melhor forma de ir
nos teus braços, nos teus beijos
hei-de dar graças eternas
por este viciante, contagiante
consumir.
Por Sindarin

Estendo-me num tapete de flores
Recebo-te envolta em odores
Também desabrocho em botão.
Desce sobre mim
Fecunda-me, qual canário arlequim
Afaga-me com as tuas asas.
Pia e voa alegremente
Deixa em mim essa semente
que nos perpetua.
Vê o milagre acontecer
Nem uma flor se perdeu pelo poder
do Amor.
Todas elas continuam viçosas
São dálias, são orquídeas e rosas
a cor em absoluta explosão.
Tal como tu no meu ventre
Te regalas completamente
Meu amigo e companheiro...
Eu bebo em ti como em fonte
achando força e o meu norte
sentindo-me abençoada.
Faço-me mulher a cada toque
Neste jardim que me acolhe
E nunca fenece.
Por Sindarin